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15 de dezembro de 2011

Adriano é o maior goleador brasileiro da última década, diz estudo

Adriano é o maior goleador brasileiro da última década, diz estudo



Van Nistelrooy aparece como líder mundial da lista. Ronaldinho Gaúcho tem mesmo número de gols de Cristiano Ronaldo





O atacante Adriano, do Corinthians, é o maior goleador brasileiro na última década (2001-2010) de acordo com a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS). O jogador é o 15º na lista mundial, que tem Van Nistelrooy, do Málaga, como líder. O holandês, que jogou por Manchester United, Real Madrid e Hamburgo, acumula 86 gols, um a mais que o francês Henry. O terceiro goleador é o marfinense Drogba, do Chelsea, com 83.
Luis Fabiano, do São Paulo, aparece na 17ª posição com 57 gols. Ronaldinho Gaúcho é o 26º, com 54 gols - mesmo número do português Cristiano Ronaldo. A surpresa é o angolano Flavio da Silva Amado, que é o sexto artilheiro da última década com 73 gols, superando nomes conhecidos como Raúl, David Villa e Shevchenko.
A IFFHS levou em conta os gols marcados nos jogos pelas seleções nacionais nas fases finais de torneios olímpicos, no mundial de clubes, competições continentais de times nacionais, supercopa continental das federações e confrontos oficiais entre os respectivos clubes campeões continentais.
Confira a lista dos goleadores:
1. Ruud van Nistelrooy (Holanda) - 86 gols
2. Thierry Henry (França) - 85
3. Didier Drogba (Costa do Marfim) - 83
4. Miroslav Klose (Alemanha) - 81
5. Samuel Eto'o (Camarões) - 79
6. Flávio da Silva Amado (Angola) - 73
7. Dimitar Berbatov (Bulgária) - 71
8. Raúl González (Espanha) - 71
9. David Villa (Espanha) - 68
10. Andrey Shevchenko (Ucrânia) - 68
14. Jared Borgetti (México) 58
15. Adriano (Brasil) - 58
17. Luis Fabiano (Brasil) - 57
25. Diego Forlán (Uruguai) 54
26. Ronaldinho (Brasil) - 54
27. Cristiano Ronaldo (Portugal) - 54


















22 de novembro de 2011

Agente reafirma desejo de levar Ronaldinho à Grécia

Agente reafirma desejo de levar Ronaldinho à Grécia


Assessor do príncipe árabe, que pretende comprar o Panathinaikos, diz que craque é prioridade no clube




A possibilidade da ida de Ronaldinho Gaúcho à Grécia continua viva, segundo Vlassis Tsakas, braço-direito do príncipe Al Saud. O árabe quer comprar o Panathinaikos, aonde já investe, e projeta ataque com o jogador do Flamengo e o egípcio Shikabala.
- Nós esperamos fechar o acordo com o Panathinaikos, vamos nos reforçar com bons jogadores e o Ronaldinho é o número 1. Existe uma grande possibilidade, e vamos tentar os melhores - disse Tsakas ao LANCENET!.
O assessor afirmou que existe contato com Assis, irmão e empresário de Gaúcho, e que vai tentar levá-lo à Grécia depois do dia 10 de dezembro. Caso isso não aconteça, ele mesmo virá ao Brasil.
Sobre a grave crise econômica na Grécia, Tsakas não se preocupa. Ele diz que um empresário visionário deve investir aonde não se imagina.
- É um ótimo momento, o Panathinaikos é um dos maiores clubes da Europa e está acima da crise grega. O país passa por problemas, mas na minha cultura, é normal investir em países em crise econômica, mas com boa perspectiva de crescer, pois no futuro o investimento se tornará lucrativo - explicou.
O Flamengo se ampara nos documentos que o craque assinou. A multa rescisória do jogador para times de fora do Brasil é de R$ 400 milhões, o que praticamente inviabiliza uma saída sem que o Rubro-Negro esteja de acordo.
Recentemente Ronaldinho tem tido problemas no Flamengo. O jogador não recebe a parte do salário que seria paga pela Traffic há dois meses. A empresa de marketing esportivo é responsável por 75% dos vencimentos do craque.
Dirigentes rubro-negros têm tido reuniões com os executivos da Traffic e os atrasos no salário devem ser resolvidos ainda nesta semana. Nesta quarta haverá mais um encontro para que as arestas sejam aparadas.


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Hoje valorizado, Jorginho já foi 'estagiário' de Luxa

Hoje valorizado, Jorginho já foi 'estagiário' de Luxa
Técnico não descarta treinar o Botafogo, mas garante que está focado no fim do Campeonato Brasileiro com o Figueirense




        
Uma multidão o cercava assim que descia as escadas para ir aos vestiários do Engenhão. Há pouco tempo Jorginho era apenas mais um ex-jogador que tentava engrenar na carreira de treinador, mas agora trata-se de um homem que conseguiu levar o modesto Figueirense às primeiras posições do Brasileiro. E ele deixava o gramado ainda lamentando o fato de não ter saído com a vitória diante do poderoso Flamengo. O bom trabalho de Jorginho à frente do Figueirense é evidente, mas poucas pessoas sabem que uma parte de seu sucesso se deve ao treinador Vanderlei Luxemburgo, de quem já foi "estagiário".
- Esse cara que está ali (apontando para Luxemburgo) é uma das minhas referências. Aprendi muito com o Luxemburgo no Real Madrid. Estive com ele por alguns dias e enchi o saco. Ele sabe bem, pois eu perguntei sobre tudo que podia - revelou Jorginho, que não esconde o coração rubro-negro quando perguntado sobre a possibilidade de um dia treinar o clube onde deu os primeiros passos no futebol.
- Claro que mexe comigo (ver a torcida do Flamengo). Eu fui campeão aqui. É um título que tiraram, depois deram e tiraram de novo, mas eu sei que fui campeão, pois estava em campo - brincou.
Jorginho já é cogitado em grandes clubes, como o Botafogo, que acabou de demitir Caio Junior e está à procura de um técnico. Apesar das especulações, o treinador não descarta dar um salto na carreira e ir para o Alvinegro no futuro.
- Posso dizer que não chegou nada para mim. Não descarto nada, mas eu garanto que agora estou focado na reta final do Campeonato Brasileiro, nesses últimos três jogos que faltam - desconversou o treinador mostrando a serenidade que já se tornou uma marca na sua curta carreira.
O técnico do Figueirense ficou muito marcado pela passagem que teve na Seleção Brasileira como auxiliar técnico. Longe da Amarelinha, ele lembra com carinho da amizade que fez por lá, mas ainda do tempo em que era jogador.
- O Dunga é meu amigão mesmo. Nos falamos sempre, também aprendi muito com ele - finalizou.

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16 de outubro de 2011

De piadinhas à baixaria, Sanchez e Juvêncio apimentam rivalidade entre Corinthians e São Paulo

De piadinhas à baixaria, Sanchez e Juvêncio apimentam rivalidade entre Corinthians e São Paulo


Animosidade entre Sanchez (à esq.) e Juvêncio vem desde 2009
São Paulo e Corinthians emplacaram nos últimos anos um clássico paralelo ao disputado em campo. Com o futebol apenas como pano de fundo, Juvenal Juvêncio, mandatário do São Paulo, e Andrés Sanchez, seu congênere no Corinthians, travam uma contenda particular, com trocas de acusações gratuitas. Uma baixaria sem antecedentes no futebol paulista.
O “caldo entornou” em 2009, quando a diretoria são-paulina decidiu direcionar apenas 10% da ocupação do Morumbi para a torcida corintiana num embate entre os times pelo Paulistão. Em represália, Sanchez sentenciou que o Corinthians não voltaria a hospedar jogos na arena rival até o final de seu mandato. Promessa feita e cumprida, a menos nos clássicos em que o São Paulo é mandante. De lá para cá, o relacionamento entre os dois, que era razoável, ficou precário.
A desgraça alheia é o combustível da rivalidade entre os cartolas. Basta um único deslize para a dupla abrir a artilharia. Juvêncio despeja doses homeopáticas de ironia. Sanchez, por sua vez, é mais verborrágico. Ora ou outra aproveita para disparar contra a política do clube e seu estádio, taxada como “um mico”.
Na última quarta-feira, Sanchez e Juvêncio mudaram o tom da discussão. Após Sanchez afiançar que o São Paulo fechara com Romarinho, atacante do Bragantino, para a próxima temporada, Juvenal mergulhou nas ofensas pessoais. A réplica do ex-colega foi súbita e igualmente devastadora (Clique aqui para ver a matéria na íntegra).
Entenda um pouco mais sobre a insistente rusga entre Andrés Sanchez e Juvenal Juvêncio:

http://placar.abril.com.br/brasileiro/corinthians/juvenal-juvencio/materias/de-piadinhas-a-baixaria-sanchez-e-juvencio-apimentam-rivalidade-entre-corinthians-e-sao-paulo.html

Orlando Silva rebate denúncias de envolvimento em esquema de corrupção

 Orlando Silva rebate denúncias de envolvimento em esquema de corrupção


 Ministro do Esporte, Orlando Silva durante balanço das ações do Brasil para a Copa do Mundo de 2014
O ministro do Esporte, Orlando Silva, rebateu as acusações de que recebeu dinheiro de integrantes do grupo investigado por desvio de dinheiro do Programa Segundo Tempo, criado pelo governo federal para incentivar crianças carentes a praticar atividades esportivas. Ele também informou que pediu à Polícia Federal para investigar o caso.
Logo após Orlando Silva conceder entrevista para rebater as acusações, no início da tarde de ontem, em Guadalajara, no México, onde estão sendo realizados os Jogos Pan-Americanos, o Ministério do Esporte divulgou nota (ver abaixo) em seu site sobre o caso.
O texto informa que Orlando Silva pediu ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que a Polícia Federal (PF) investigue as denúncias feitas pelo policial militar João Dias Ferreira, ligado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ao qual o ministro é filiado.
“Tenho certeza de que ficará claro que tudo o que ele [Ferreira] diz são calúnias”, afirmou o ministro, referindo-se às denúncias feitas pelo policial à revista Veja desta semana. Dirigente de duas organizações não governamentais (ONGs), Ferreira é uma das cinco pessoas presas no ano passado, em Brasília, sob acusação de desviar dinheiro do programa federal.
Com base nas denúncias de Ferreira e de um empregado do policial, Célio Soares Pereira, Veja informa que funcionava dentro do Ministério do Esporte uma estrutura organizada pelo PCdoB para desviar dinheiro público. Pereira disse à revista ter entregue a Orlando Silva, na garagem do ministério, uma caixa de papelão contendo maços de notas de R$ 50 e R$ 100.
Segundo a revista, os recursos iam para o caixa eleitoral do partido e para alguns de seus dirigentes. O policial contou à publicação semanal que o esquema funcionava desde que o ministro do Esporte era Agnelo Queiroz, hoje governador do Distrito Federal. Na época, Orlando Silva era secretário executivo da pasta.
De acordo com a nota, Ferreira é o responsável pela Associação João Dias de Kung Fu e da Federação Brasiliense de Kung Fu, entidades com as quais o ministério firmou dois convênios, em 2005 e 2006, para que crianças e jovens fossem atendidos pelo Programa Segundo Tempo.
Ainda conforme o ministério, como os contratos não foram cumpridos, o repasse de dinheiro público previsto foi suspenso. Além disso, em junho de 2010, Orlando Silva determinou a instauração de uma Tomada de Contas Especial, enviando o processo ao Tribunal de Contas da União (TCU).
Na reportagem, Veja também informa que Ferreira é apontado como o responsável pelo desvio de cerca de R$ 2 milhões que deveriam ter sido usados na compra de material esportivo e alimentos para crianças carentes. O ministério confirma que está exigindo, na Justiça, que as entidades dirigidas pelo policial devolvam R$ 3,6 milhões aos cofres públicos.
A avaliação do ministro do Esporte, destaca a nota, é que foi esse o motivo para João Dias fazer agora acusações de desvios de verbas do Segundo Tempo. João Dias já é réu em ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal, em decorrência das irregularidades na execução dos convênios denunciadas pelo Ministério do Esporte.
NOTA À IMPRENSA: Ministro do Esporte aciona Polícia Federal
O ministro do Esporte, Orlando Silva, pediu ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que a Polícia Federal investigue denúncias feitas pelo Sr. João Dias em entrevista à revista Veja. Orlando Silva espera com isso não deixar dúvidas sobre a falta absoluta de fundamentação das acusações feitas contra ele pelo entrevistado. “Tenho a certeza de que ficará claro de que tudo o que ele diz são calúnias”, diz o ministro do Esporte.
João Dias, por meio da Associação João Dias de Kung Fu e da Federação Brasiliense de Kung Fu, firmou dois convênios, em 2005 e 2006, com o Ministério do Esporte, para atendimento a crianças e jovens, dentro do Programa Segundo Tempo. Como não houve cumprimento do objeto, não só o Ministério determinou a suspensão dos repasses, como o ministro Orlando Silva determinou em junho de 2010 a instauração de Tomada de Contas Especial, enviando todo o processo ao TCU. O ministério exige a devolução de R$ 3,16 milhões, atualizados para os valores de hoje.
A avaliação do ministro do Esporte é de que foi esse o motivo para João Dias fazer agora acusações de desvios de verbas do Segundo Tempo por um suposto esquema de corrupção no Ministério. Orlando Silva afirma com veemência ser caluniosa a afirmação de João Dias de que houve entrega de dinheiro nas dependências do Ministério e pretende tomar medidas legais. João Dias já é réu em ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal, em decorrência das irregularidades na execução dos convênios denunciadas pelo Ministerio do Esporte.
Em nenhum momento, o Ministério “amenizou” qualquer comunicado a Polícia Militar, como dá a entender o Sr. João Dias em entrevista a revista. Apenas considerou o rito do devido processo legal, que estabelece o direito de defesa do acusado. O comunicado final ao Batalhão da PM explicitou exatamente o que foi a medida tomada pelo Ministério do Esporte – a instauração de Tomada de Contas do TCU e pedido de devolução de recursos e demais medidas reparatórias cabíveis contra a ONG e o Sr. João Dias.
O Programa Segundo Tempo, que atende a mais de um milhão de crianças e jovens em todo o Brasil, é permanentemente auditado pelos órgãos de controle e qualquer denúncia consistente de irregularidade é apurada. O ministro Orlando Silva, desde que assumiu o Ministério, determinou o aperfeiçoamento constante do projeto, tanto do seu alcance como da forma de celebração dos convênios para sua execução. Em setembro passado, houve uma chamada pública, e a seleção final apenas contemplou entes públicos.
Ascom – Ministério do Esporte

 http://placar.abril.com.br/olimpiadas/orlando-silva/noticias/orlando-silva-rebate-denuncias-de-envolvimento-em-esquema-de-corrupcao.html

2 de outubro de 2011

Fabuloso festeja volta ao Morumbi: 'Meu quintal. Conheço os atalhos'

Fabuloso festeja volta ao Morumbi: 'Meu quintal. Conheço os atalhos' 

 Últimos gols do atacante pelo São Paulo foram no Cícero Pompeu de Toledo em 2004. Hoje, no aniversário de 51 anos do estádio, ele espera repetir a dose

 Foram sete anos, um mês e 23 dias de saudade. A última vez que Luis Fabiano pisou no gramado do Morumbi como jogador do São Paulo foi no dia 5 de agosto de 2004. Com dois gols do Fabuloso, o Tricolor derrotou o Vitória por 2 a 1, em duelo válido pelo Campeonato Brasileiro. Três dias depois, ele defendeu a equipe contra o Flamengo em Volta Redonda (derrota por 1 a 0) e, na sequência, teve sua transferência anunciada para o Porto (POR) por US$ 7,5 milhões (R$ 14 milhões). Neste domingo, 2 de outubro de 2010, jogador e torcida poderão matar a saudade que um sente do outro. 

O jogador, feliz da vida, revela o que jogar no Morumbi representa na sua carreira.
- Digo para os companheiros que aqui é meu jardim, meu quintal, lugar onde me sinto muito bem. Conheço os atalhos para fazer gols e espero que isso possa acontecer já na partida contra o Flamengo. É claro que a vitória é o mais importante. Ganhar o jogo é o essencial. Marcar um gol, então, seria especial – afirmou o jogador.

Durante todo esse longo período, Luis Fabiano retornou uma vez ao Cícero Pompeu de Toledo. Foi no dia 22 de novembro de 2007, quando atuando com a camisa 9 da Seleção Brasileira comandada por Dunga, marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o Uruguai, pelas eliminatórias para a Copa de 2010. Na comemoração, o Fabuloso fez questão de ajoelhar no símbolo do Tricolor, localizado na metade do gramado, para comemorar.
 
- A minha ligação com o São Paulo é algo muito forte, difícil de explicar. Apesar de ter saído sem conquistar títulos, sempre quando vesti essa camisa, vesti com o coração e acho que é por isso que o torcedor gosta tanto de mim. Meu amor é verdadeiro e faço questão de mostrar isso aos meus companheiros. Hoje me sinto em casa novamente – ressaltou o camisa 9.
Além da partida contra o Flamengo marcar a sua reestreia, Luis Fabiano espera poder marcar um gol para “presentear” o estádio, que neste domingo completa 51 anos de vida.
- Quis o destino que a minha estreia fosse no Morumbi. Espero fazer um gol para poder comemorar essa data tão importante.

 http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2011/10/fabuloso-festeja-volta-ao-morumbi-e-o-meu-quintal-conheco-os-atalhos.html







 

24 de agosto de 2011

Os cinco donos do jogo


Os cinco donos do jogo

Eles jamais pisaram em um campo de primeira divisão, mas ditam as regras do mundo boleiro. Saiba como Juan Figer, Pini Zahavi, Kia Joorabchian, Gustavo Arribas e Jorge Mendes comandam o futebol usando clubes fantasmas, paraísos fiscais e barrigas de aluguel


 
Os grandes negócios do futebol brasileiro começam em Montevidéu, passam por paraísos fiscais e terminam em um dos grandes europeus. Os lucros caem nos bolsos de intermediários cuja cara você dificilmente já viu. Esse futebol sem rosto hoje é mais influente que o dos craques. Menos vistoso, mas mais lucrativo.

PLACAR foi à caça desses representantes do futebol das profundezas. Eles arranjam o atleta, viabilizam a operação financeira, criam atalhos para o clube ter menos despesas, arranjam investidores e formam fundos de investimentos.

“Em troca de uma ajuda de 8 000 dólares mensais, assinei documentos sem ler por dez anos”, afirma Fermín Vega Torres, ex-presidente do Central Español — um clube “fantasma” do Uruguai, que servia apenas para registrar os atletas do empresário uruguaio Juan Figer. “Quando me recusei a assinar transferências, um sobrinho do Figer me ameaçou.” Logo após a recusa, os negócios passaram a ser feitos em outro clube “fantasma”, o Rentistas.

Juan Figer é uma figura discreta (odeia dar entrevista) que atua no Brasil desde 1968, quando negociou o lateral Pablo Forlán com o São Paulo. Faz parte de um grupo de cinco empresários que controla os grandes negócios do futebol — como o iraniano Kia Joorabchian, o israelense Pini Zahavi, o argentino Gustavo Arribas e o português Jorge Mendes. Hoje atuam cada um no seu pedaço. Mas podem estar juntos se a transação valer a pena. Em 2004, por exemplo, todos eles foram a Buenos Aires para tratar de uma sequência de transações com o River Plate. Arremataram Maxi López, Lucho Gonzalez e Javier Mascherano.

Jorge Mendes atuou como jogador em clubes da terceira divisão portuguesa, mas sua grande jogada aconteceu em 1996, quando criou a Gestifute. Seus negócios no Brasil incluem a coordenação da carreira do técnico Mano Menezes, em parceria com Carlos Leite. “Mendes tem relações que nenhum dirigente brasileiro ou português tem para negociar atletas”, diz um agente com trânsito nos bastidores da bola.

Mendes passou a encontrar concorrência em Portugal. Em um ano, Kia Joorabchian fez dois negócios certeiros: as vendas dos brasileiros Ramires e David Luiz do Benfica para o Chelsea. Só nessas ações, movimentou 37 milhões de reais.

Seu braço direito é Giuliano Bertolucci, aliado desde a MSI-Corinthians. Seu maior rival, o argentino Gustavo Arribas, com boas ligações no Boca Juniors. Arribas opera a partir de outro “fantasma” — o Deportivo Maldonado, também do Uruguai. Tinha trânsito com os principais empresários. “Hoje opera um esquema independente, o que causou atritos com ex-parceiros”, diz um agente. Kia chegou a acusá-lo de roubar o Corinthians. “Ele pegou o Sebá Dominguez e transferiu para o América do México sem pagar”, disse. Arribas defendeu-se: “Se tivesse roubado o Corinthians, não teria intermediado a vinda do Thiago Heleno”.

Arribas manteve parceria com o israelense Pini Zahavi, considerado uma lenda no meio. A criatividade com os negócios valeu a Zahavi o apelido “Senhor Conserta-Tudo”. “É um dos donos do futebol no mundo”, define Wagner Ribeiro, empresário de Neymar e parceiro de Pini no Brasil.

O israelense opera uma teia de empresas localizadas em paraísos fiscais. Sua grande realização foi ajudar o bilionário russo Roman Abramovic na compra do Chelsea. Mantém base na América do Sul desde a MSI-Corinthians e opera por meio de uma salada de empresas instaladas nas Ilhas Virgens Britânicas e em Gibraltar. “Essa cascata de empresas off-shore embaralha o nome dos verdadeiros donos do dinheiro”, afirma o promotor José Reinaldo Carneiro, do Grupo de Apoio ao Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo. Práticas condenadas pela Fifa e pela Justiça. Mas nada que o Senhor Conserta-Tudo não resolva em seu escritório no 34º andar de um edifício em Tel Aviv.